Santos e Vasco chegam a 2026 com os maiores jejuns entre os grandes de SP e do Rio
Corinthians, Palmeiras e São Paulo conseguiram se revezar no topo, enquanto o Peixe acumulou eliminações precoces e campanhas irregulares Os campeonatos estaduais de 2026 começam carregando um peso especial para dois dos...
Os campeonatos estaduais de 2026 começam carregando um peso especial para dois dos maiores mercados do futebol brasileiro. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a temporada se abre com gigantes pressionados por filas que já se tornaram incômodas e que ajudam a explicar por que, mesmo em tempos de calendário apertado, o estadual ainda importa tanto para determinadas torcidas.
No Paulistão, o Santos aparece como o grande símbolo da espera. O último título veio em 2016 e, desde então, o clube viu os principais rivais voltarem a levantar a taça.
Corinthians, Palmeiras e São Paulo conseguiram se revezar no topo, enquanto o Peixe acumulou eliminações precoces e campanhas irregulares, ampliando a sensação de distância em relação ao passado recente.
Entre os tradicionais, o contraste é ainda mais duro quando se olha para a Portuguesa, cuja última conquista remete aos anos 1970, reforçando como o estadual paulista também carrega histórias de longas travessias.

Do outro lado do Estadual
No Rio de Janeiro, o cenário se repete com outro protagonista histórico. O Vasco também não conquista o Carioca desde 2016 e entra em mais uma edição pressionado por uma sequência que contrasta com o sucesso recente dos rivais.
O Flamengo se consolidou como força dominante na última década, o Fluminense voltou a erguer troféus e até o Botafogo, mesmo sem títulos frequentes, conseguiu quebrar a escrita em anos mais recentes.
Rio Vs São Paulo
Essa comparação direta entre São Paulo e Rio expõe um ponto em comum. Em ambos os estados, os clubes que estão há mais tempo sem título são justamente aqueles que carregam enorme peso histórico e grande torcida, o que transforma cada início de estadual em um teste de paciência e identidade.
Outros estaduais com jejuns
Em Minas, o domínio recente do Atlético aumentou a pressão sobre Cruzeiro e América. No Sul, o Internacional conseguiu sair da fila recentemente, enquanto clubes do interior convivem com esperas ainda maiores. No Nordeste, casos como Santa Cruz e Ferroviário mostram que os jejuns podem atravessar gerações.