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São Paulo pode receber multa de até R$ 1 milhão da Conmebol após jogo contra o Boca Juniors

São Paulo pode receber multa de até R$ 1 milhão da Conmebol após jogo contra o Boca Juniors

17/09/2026 16:49

Relatório disciplinar cita atraso no reinício da partida, supostos insultos de Rafinha, uso de sinalizadores e problemas de conexão de internet no Morumbis O São Paulo pode ter uma nova dor de cabeça fora de campo após o...

Relatório disciplinar cita atraso no reinício da partida, supostos insultos de Rafinha, uso de sinalizadores e problemas de conexão de internet no Morumbis

O São Paulo pode ter uma nova dor de cabeça fora de campo após o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors. A Conmebol abriu um processo disciplinar para analisar diferentes ocorrências registradas na partida, disputada na última terça-feira, e algumas delas podem resultar em multas para o clube.

Entre os pontos relatados pela entidade estão o atraso do São Paulo para retornar ao gramado após o intervalo, manifestações atribuídas a Rafinha, executivo de futebol, contra a arbitragem, além do uso de sinalizadores por parte da torcida. O documento também registra problemas de conexão de internet durante o confronto.

Atraso no intervalo pode gerar multa de até R$ 1 milhão

O principal impacto financeiro para o São Paulo pode estar relacionado ao atraso para o reinício da partida. De acordo com o relatório da Conmebol, o Tricolor demorou cinco minutos além do previsto para retornar ao campo após o intervalo.

Na fase de quartas de final da Copa Sul-Americana, o regulamento prevê multa de 20 mil dólares por minuto para o clube e 15 mil dólares por minuto para o treinador. Considerando cinco minutos, o valor inicialmente calculado chegaria a 175 mil dólares, aproximadamente R$ 900 mil.

Existe, porém, um detalhe que pode aumentar a punição. A denúncia aponta reincidência especificamente em relação a Dorival Júnior, com base no artigo 27 do Código Disciplinar da Conmebol.

Caso a reincidência seja reconhecida no julgamento, a multa destinada ao treinador sobe de 15 mil para 20 mil dólares por minuto. Nesse cenário, o valor total poderia chegar a 200 mil dólares, cerca de R$ 1 milhão.

Punição anterior não gera reincidência automática

A situação, contudo, tem uma particularidade importante. O São Paulo já havia sido multado pela Conmebol depois da partida contra o Bolívar, mas a punição anterior não tratava do mesmo tipo de infração.

Naquela ocasião, o clube foi enquadrado nos artigos 5.1.5 e 5.1.5.1, relacionados ao protocolo de entrada no gramado. Já o artigo utilizado para tratar do atraso no reinício da partida após o intervalo é o 5.1.11.5.

Por isso, a punição aplicada anteriormente não representa automaticamente uma reincidência nesse caso específico. A análise sobre eventual agravamento da multa envolvendo Dorival está relacionada ao enquadramento feito pela Conmebol no novo processo.

Rafinha é citado por insultos à arbitragem

O relatório disciplinar também cita Rafinha, executivo de futebol do São Paulo, por manifestações direcionadas à arbitragem após a partida.

Segundo o documento, o dirigente teria utilizado palavras consideradas ofensivas contra a comissão de arbitragem, falando tanto em espanhol quanto em português. Entre as expressões registradas estão “uruguaio filho da p…”, “nunca vai apitar mais que jogos de Sul-Americana”, “é uma vergonha” e “ladrão”.

Rafinha foi enquadrado nos artigos 11.2, letras “c” e “d”, do Código Disciplinar, dispositivos relacionados a insultos e comportamento considerado inadequado.

A ocorrência será analisada dentro do processo disciplinar aberto pela Conmebol. O relatório, portanto, registra a acusação e o enquadramento, enquanto a definição de eventual punição dependerá do julgamento.

São Paulo tem reincidência no caso dos sinalizadores

Outro ponto do processo envolve a utilização de sinalizadores por torcedores. Nesse caso, existe reincidência direta, já que o São Paulo havia sido punido anteriormente pela Conmebol pela utilização de pirotecnia.

Depois do jogo contra o Bolívar, o clube recebeu uma multa de 11 mil dólares, aproximadamente R$ 55 mil, relacionada à utilização de “pirotecnia” por torcedores dentro e fora do estádio.

No novo processo, o São Paulo voltou a ser denunciado pelos mesmos dispositivos: artigo 12.2 do Código Disciplinar e artigo 23 do Regulamento de Segurança.

Diferentemente do atraso no intervalo, porém, não existe um valor fixo previamente estabelecido para essa infração no documento. O tamanho da eventual multa dependerá da análise e do julgamento da Conmebol.

Problemas de internet também aparecem no relatório

O documento disciplinar ainda registra problemas de conexão de internet durante a partida contra o Boca Juniors.

Nesse caso, a tendência é que a ocorrência tenha consequência mais simples para o São Paulo. A situação deve resultar em uma advertência ao clube, sem impacto financeiro comparável ao que pode acontecer no caso do atraso para o reinício da partida.

Assim, o processo reúne diferentes ocorrências, com consequências potenciais distintas. O maior risco financeiro está relacionado ao atraso no intervalo, enquanto o caso dos sinalizadores também merece atenção pela reincidência.

Agora, o São Paulo deverá acompanhar o andamento do processo disciplinar e apresentar sua defesa nos pontos apontados pela Conmebol. Os valores citados no relatório ainda não representam uma multa definitiva, já que a decisão final depende do julgamento dos casos.