Pesquisa sobre trabalho de Ancelotti na Seleção Brasileira revela contrastes sobre aprovação na população
Italiano é alvo de olhares distintos em diversas camadas da torcida brasileira, que já tem números sobre as expectativas envolvendo a Copa do Mundo Pesquisa crava que a maioria aprova Carlo Ancelotti na Seleção Brasileir...
Pesquisa crava que a maioria aprova Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. Diz mais: que há esperança — essa matéria-prima inesgotável do torcedor brasileiro — de que 2026 traga de volta o que o passado insiste em lembrar. O levantamento da Genial/Quaest, divulgado na quinta (16), mede exatamente isso: menos o desempenho real e mais a expectativa, sempre inflada, para uma Copa do Mundo que ainda está longe, mas já ocupa o imaginário coletivo.
Será nos Estados Unidos, México e Canadá, a partir de 11 de junho. Até lá, entre dados e desejos, o brasileiro segue fazendo o que faz de melhor: acreditar em mais uma glória, o sexto título da Copa do Mundo.
Vale lembrar, que o Brasil está no Grupo C, ao lado da Escócia, Marrocos e Haiti. O primeiro jogo da Seleção Brasileira será contra a Seleção Marroquina, no dia 13 de junho, às 19h (de Brasília).
Contrastes entre regiões e idades sobre os olhares a Carletto
Os números ajudam a contar a história. Segundo a pesquisa, 41% aprovam Carlo Ancelotti. Não é pouco, mas está longe de ser muito, já que outros 29% desaprovam — um contingente relevante para quem ainda nem enfrentou o teste definitivo, aquele que será inevitável quando a bola rolar na América do Norte.
E há um dado que talvez diga mais do que os demais: 30% não souberam ou preferiram não responder. Traduzindo: é o território da dúvida, onde mora boa parte da relação histórica entre a Seleção e seu torcedor. Nem confiança plena, nem rejeição aberta. Apenas a espera, cautelosa, desconfiada, pelo que virá.

Quando se olha de perto, o retrato ganha nuances — e expõe um país que nem no futebol pensa igual. O Nordeste lidera a aprovação a Carlo Ancelotti, com 46%. No Sul, o índice cai para 37%. Não é apenas uma diferença de números; é um contraste de expectativas. De um lado, maior disposição para apostar. De outro, uma adesão mais contida, quase cética. A Seleção, que já foi território de unanimidades fáceis, hoje reflete um Brasil fragmentado — inclusive na arquibancada.
Raio-X da caminhada de Ancelotti, segundo brasileiros e brasileiras

Entre os homens, Carlo Ancelotti encontra terreno mais favorável: 46% de aprovação, mas com uma rejeição nada desprezível de 37%. Já entre as mulheres, os números são mais baixos — 36% aprovam, 22% desaprovam. A idade aprofunda o contraste.
Os mais jovens, de 16 a 34 anos, embarcam com mais facilidade: 46% aprovam o trabalho do técnico. Talvez porque tenham menos memória das frustrações acumuladas. Já entre os que passaram dos 60, a taxa de aprovação cai para 38%, enquanto 30% desaprovam. Aqui, pesa o passado — e, com ele, a régua mais alta e a tolerância mais curta.