Credores tentam suspender criação da Nova SAF do Vasco antes de leilão
Grupo de ex-jogadores e ex-integrante da comissão pede revisão da decisão que autorizou operação e financiamento A criação da Nova SAF do Vasco voltou a ser questionada na Justiça. Um grupo formado por oito credores apre...
A criação da Nova SAF do Vasco voltou a ser questionada na Justiça. Um grupo formado por oito credores apresentou, nesta terça-feira (22), um pedido para interromper o andamento da operação poucos dias antes do leilão previsto para sexta-feira (25), segundo informações da ESPN.
Entre os autores estão sete ex-jogadores que têm valores a receber do clube e um ex-integrante da comissão técnica. Eles contestam a decisão tomada em 10 de setembro pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que autorizou o Vasco a contratar um financiamento DIP de R$ 150 milhões com o empresário Marcos Lamacchia.
A mesma decisão também permitiu o avanço do processo para criação da Nova SAF. A previsão é que Lamacchia apresente uma proposta no leilão, mas os credores agora pedem que a operação seja interrompida até que os questionamentos sejam analisados.
Pedido aponta questões jurídicas
Na manifestação, o grupo afirma que a decisão judicial não teria enfrentado pontos considerados importantes para a continuidade da operação. Um dos principais questionamentos envolve a possibilidade de criar uma nova SAF a partir de uma empresa que já está submetida a um processo de recuperação judicial.
Os credores também levantam dúvidas sobre o cumprimento da Lei da SAF e sobre a destinação de parte das receitas aos credores. A petição ainda menciona a necessidade de avaliar a participação dos credores, além de questões relacionadas a arbitragem, sucessão empresarial e eventual mistura de patrimônios.
Outro ponto apresentado é o próprio funcionamento financeiro da operação. Segundo os autores, a criação da Nova SAF não representaria necessariamente uma entrada efetiva de dinheiro destinada à recuperação judicial, enquanto a decisão exige garantias consideradas excepcionais para proteger os credores.
Credores querem barrar avanço da operação
A petição pede que a autorização para a operação societária e para o financiamento DIP seja suspensa ou revogada. O grupo também quer que o processo competitivo envolvendo a UPI Equity seja interrompido até que as questões levantadas sejam examinadas pelo Judiciário.
Os autores ainda apontam uma contradição na decisão ao destacar que, apesar da afirmação de proteção aos credores, foram previstas garantias de aproximadamente R$ 27 milhões e uma garantia bancária para cobrir possíveis responsabilidades. O grupo sustenta que essas exigências precisam ser esclarecidas antes do avanço da operação, que tem leilão marcado para 25 de setembro.