Neymar, Cuca e o Santos “guerreiro”: como o Peixe segurou o Palmeiras sem o camisa 10
Treinador elogiou Rollheiser como substituto e disse que time jogou muito bem na primeira etapa; camisa 10 retorna na terça contra o Recoleta pela Sul-Americana O Santos saiu do Allianz Parque com um ponto importante e c...
O Santos saiu do Allianz Parque com um ponto importante e com o treinador Cuca satisfeito com o que viu em campo. O empate em 1 a 1 com o Palmeiras, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro, foi construído sem Neymar, poupado por conta do gramado sintético do estádio alviverde, fator que costuma prejudicar o físico do camisa 10. Mesmo assim, o Peixe apresentou uma boa primeira etapa e mostrou que tem condições de competir de igual para igual com um dos times mais fortes do torneio. Para Cuca, foi um dos melhores jogos da equipe na temporada.
“Vi um Santos jogando muito bem”, afirmou o treinador após o apito final, destacando a movimentação da equipe sem bola longa e a tentativa constante de aproximação com o adversário. A montagem do meio-campo sem o camisa 10 contou com Oliva, Benjamín Rollheiser e Gabriel Bomtempo, com Barreal atuando mais à frente ao lado de Gabigol. Rollheiser foi um dos destaques e recebeu elogios diretos do treinador: o argentino soube ocupar os espaços e chamou bem as jogadas nos momentos em que o Santos precisou de criatividade para incomodar a defesa palmeirense.
O segundo tempo, no entanto, deixou um gosto amargo. O desgaste físico pesou, o time perdeu oportunidades claras de gol e não conseguiu transformar a boa performance em vitória. “Tivemos desgaste. Ocasiões claras de gol. E não fizemos”, lamentou Cuca, reconhecendo que a queda de rendimento na etapa final custou os três pontos que o clube precisava. Com o resultado, o Santos chegou aos 14 pontos e saiu temporariamente da zona de rebaixamento, mas ainda corre o risco de voltar ao Z4 dependendo dos resultados da rodada.
Neymar de volta no Paraguai e de olho na Copa
É justamente nesse contexto que o retorno de Neymar ganha ainda mais relevância. O camisa 10 volta a campo na terça-feira (5/5), quando o Santos enfrenta o Recoleta, no Paraguai, pela quarta rodada da Sul-Americana. O jogo será às 21h30, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, e Cuca confirmou com todas as letras que o atacante estará em campo. Todos os ingressos já foram vendidos para a partida, o que mostra o impacto da presença de Neymar mesmo fora do Brasil.
A fala do treinador sobre o futuro imediato do camisa 10 deixou claro o que está em jogo nos próximos meses. “Neymar vai jogar, claro. Depois é ter uma sequência até a convocação. Agora é largar tudo no campo, nos ajudar e se ajudar”, disse Cuca, sinalizando que o foco total é acumular minutagem e desempenho até a lista da Copa do Mundo. O Santos está na lanterna do Grupo D da Sul-Americana, o que torna cada jogo no torneio ainda mais urgente tanto para o clube quanto para o próprio jogador, que precisa de ritmo de jogo para convencer a comissão técnica da seleção brasileira.

Os torcedores brasileiros estão sempre de olho nas melhores oportunidades envolvendo o camisa 10, e o código Betano surge como uma ferramenta essencial para quem busca bônus exclusivos nas apostas relacionadas aos jogos de Neymar e da seleção neste período decisivo rumo ao Mundial. A expectativa em torno do retorno do jogador movimenta não só o Santos, mas toda a base de torcedores que acompanha de perto cada passo do craque na reta final antes da convocação.
Santos chega atrasado e provoca situação inusitada antes do jogo
O empate com o Palmeiras também ficou marcado por um episódio constrangedor antes mesmo da bola rolar. O Santos chegou atrasado ao Allianz Parque e, na hora do Hino Nacional, apenas os jogadores do Palmeiras e os árbitros estavam perfilados no gramado. O lado santista ficou completamente vazio, numa cena que chamou atenção e gerou críticas nas redes sociais. Cuca assumiu o erro publicamente e pediu desculpas pela situação.
“A gente programou chegar uma hora e meia antes do jogo, mas fizemos um tour em São Paulo que demorou quase uma hora. Os jogadores entraram correndo. Sabemos que não é certo”, reconheceu o treinador, sem esconder o constrangimento. O episódio não interferiu no desempenho em campo, mas deixou uma marca desnecessária numa partida que poderia ter sido lembrada apenas pelo bom futebol apresentado pelo Peixe na etapa inicial.
Apesar do tropeço protocolar, o saldo do fim de semana para o Santos é positivo. Um ponto fora de casa contra o Palmeiras, sem Neymar, com uma boa atuação e com o treinador satisfeito é um resultado que o clube aceita bem neste momento da temporada. Agora o foco se volta completamente para o Paraguai e para o retorno do camisa 10, que terá pela frente uma sequência de jogos decisiva para o clube e para o seu próprio futuro no maior palco do futebol mundial.