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Pressão aumenta sobre Harry Massis no São Paulo em meio a atrasos e disputa política

Pressão aumenta sobre Harry Massis no São Paulo em meio a atrasos e disputa política

12/09/2026 20:00

Presidente é pressionado por grupos da situação e da oposição enquanto clube enfrenta atrasos financeiros e novas discussões políticas A pressão sobre Harry Massis aumentou consideravelmente nos bastidores do São Paulo. ...

Presidente é pressionado por grupos da situação e da oposição enquanto clube enfrenta atrasos financeiros e novas discussões políticas

A pressão sobre Harry Massis aumentou consideravelmente nos bastidores do São Paulo. Em meio aos atrasos financeiros que atingem o clube e às dificuldades para encontrar uma solução imediata para os pagamentos, o presidente passou a ser cobrado não apenas pela oposição, mas também por setores que fazem parte da própria situação política tricolor.

Em conversas realizadas pelo Bolavip Brasil nesta sexta-feira, a avaliação de diferentes lideranças políticas é de que o desgaste da atual gestão pode dificultar uma eventual candidatura de Massis à reeleição no fim do ano.

A eleição presidencial do São Paulo está prevista para dezembro, e o cenário começa a se movimentar de maneira mais intensa. Nesse contexto, o nome do atual presidente passou a ser discutido internamente com uma frequência cada vez maior, principalmente diante da sequência de problemas financeiros e políticos que o clube vem enfrentando.

Grupos políticos já discutem uma alternativa

Segundo apuração do Bolavip Brasil, Leandro Alvarenga, do Somos SPFC, não trabalharia pela candidatura de Massis à presidência. O grupo é uma nova formação política que surgiu após a dissipação do antigo grupo ligado a Douglas Schwartzmann e Dedé.

Outro nome citado nas conversas é Vinícius de Medeiros, atual coordenador do Legião. A avaliação apurada pelo Bolavip Brasil é de que Medeiros também não defende a permanência de Massis como candidato à presidência na próxima eleição.

No grupo Participação, a situação também é semelhante. Tênis, que atualmente coordena o grupo, não seria favorável à candidatura de Massis. Pessoas ligadas ao próprio Participação, inclusive, enxergam o coordenador como um possível nome para disputar a presidência do clube.

A situação dentro do grupo ligado a Chapecó é um pouco diferente. O próprio Chapecó mantém proximidade com Massis, mas existem integrantes do grupo que também não defendem a candidatura do atual presidente.

Vanguarda ainda aparece como principal apoio

Entre os principais grupos políticos, o Vanguarda aparece hoje como o núcleo que mais sustenta a possibilidade de Massis buscar a reeleição.

Mesmo dentro do próprio grupo, porém, segundo a apuração do Bolavip Brasil, existem pessoas que avaliam que outro nome poderia ser mais competitivo. Adilson é citado internamente como uma alternativa por integrantes que entendem que o desgaste de Massis pode pesar em uma disputa eleitoral.

O ponto em comum entre diferentes setores é justamente a avaliação sobre a imagem do atual presidente. Mesmo com as medidas adotadas pela gestão e com a tentativa de reorganizar algumas áreas do clube, existe a percepção de que o nome de Massis sofreu desgaste considerável perante parte da torcida.

Essa leitura não significa que a candidatura esteja descartada. Massis continua presidente do São Paulo e ainda pode trabalhar para reconstruir sua imagem e buscar apoio político até dezembro. O cenário, porém, tornou-se mais complicado do que era anteriormente.

Crise financeira aumenta pressão sobre o presidente

A situação financeira é um dos principais fatores que explicam o aumento da pressão. O São Paulo atrasou pela primeira vez em muito tempo os salários registrados em carteira dos jogadores e ainda convive com direitos de imagem pendentes.

Além disso, o clube enfrenta a possibilidade de um novo transfer ban por causa da dívida com o Novorizontino pela compra de Jorginho. O São Paulo recebeu um prazo para regularizar a situação, mas, até o momento, não existe uma previsão concreta de pagamento.

O cenário se soma à discussão envolvendo o contrato com a Ticketmaster. A operação é vista pela diretoria como uma alternativa importante para gerar caixa, mas o acordo está sendo analisado por uma comissão criada no Conselho Deliberativo para apurar as condições do processo de escolha da empresa.

Com tantos assuntos simultâneos, a pressão política acaba inevitavelmente chegando ao presidente. A oposição vê espaço para questionar a condução da administração, enquanto setores da situação também começam a discutir se Massis seria o melhor nome para representar o grupo na eleição.

Oposição pode apresentar nova representação

Nos bastidores, existe ainda a possibilidade de uma nova movimentação no Conselho Deliberativo. Não está descartada uma nova representação na Comissão de Ética envolvendo a administração de Massis, desta vez com questionamentos relacionados à chamada gestão temerária.

A oposição já havia utilizado uma representação anterior para questionar a situação envolvendo o transfer ban. Agora, os atrasos de salários em CLT, os direitos de imagem e a possibilidade de um novo transfer ban podem fornecer novos elementos para uma eventual iniciativa política.

Isso não significa que uma nova representação já tenha sido protocolada ou que exista uma decisão para tentar retirar Massis do cargo. Trata-se, neste momento, de uma possibilidade discutida nos bastidores e que poderá ganhar força dependendo da evolução dos problemas financeiros.

O calendário também torna tudo mais sensível. Com a eleição prevista para dezembro, o São Paulo entra em um período decisivo de articulações, e qualquer novo problema envolvendo a administração pode ter impacto direto na construção das chapas.

Eleição entra no radar em meio à crise

O momento político do São Paulo, portanto, está diretamente conectado à situação financeira. Quanto mais tempo o clube permanecer sem conseguir regularizar os pagamentos e apresentar soluções para suas dívidas, maior tende a ser a dificuldade de Massis para defender uma eventual candidatura à reeleição.

Ao mesmo tempo, a oposição precisa transformar o descontentamento em uma alternativa eleitoral concreta. Não basta apenas ser contra a permanência do atual presidente; os diferentes grupos precisarão encontrar convergências para definir nomes e construir uma candidatura capaz de disputar o comando do clube.

Por enquanto, o cenário ainda está em aberto. Existem grupos que já demonstram resistência à candidatura de Massis, outros que mantêm proximidade com o presidente e setores que ainda podem mudar de posição conforme os próximos acontecimentos.

O que parece claro, segundo as informações apuradas pelo Bolavip Brasil, é que a pressão sobre Harry Massis cresceu de maneira significativa. Os problemas financeiros passaram a ter peso político, justamente no momento em que o clube se aproxima de uma eleição que promete ser bastante movimentada.

A tendência é de que os próximos meses sejam decisivos para definir se Massis conseguirá recuperar apoio suficiente dentro da política tricolor ou se os próprios grupos da situação buscarão uma alternativa para disputar a presidência em dezembro.