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Do adeus em 1992 ao banco da Seleção: O destino uniu Carlo Ancelotti e o Brasil

Do adeus em 1992 ao banco da Seleção: O destino uniu Carlo Ancelotti e o Brasil

03/07/2026 17:59

Aclamado com uma carreira vitorioso e nascido no país que mais rivalizou com o Brasil em Copas, Ancelotti já marca seu DNA na Seleção Brasileira e conduz resgate do protagonismo da Canarinho No dia 19 de maio de 1992, Ca...

Aclamado com uma carreira vitorioso e nascido no país que mais rivalizou com o Brasil em Copas, Ancelotti já marca seu DNA na Seleção Brasileira e conduz resgate do protagonismo da Canarinho

No dia 19 de maio de 1992, Carlo Ancelotti dava seus últimos passos como jogador de futebol, em um duelo histórico entre Milan e Seleção Brasileira. Desta forma, perdendo por 1 a 0 para a mitológica equipe Canarinho, o então meio-campista fechava um ciclo, já de olho nos desafios que viriam em sua carreira.

Entretanto, Carletto não imaginava que o Brasil cruzaria seu caminho em mais duas situações grandiosas. A primeira, na decisão da Copa do Mundo de 94, quando Ancelotti viu o tetra italiano escapar pelas mãos, por meio do pé torto de Baggio, que isolou a última cobrança. Na época, o atualmente aclamado treinador era auxiliar técnico de Arrigo Sacchi. Mas, a maior ironia viria 31 anos depois.

Isso porque, o Carlo assumiria a Seleção Brasileira em 2025, com a missão de fazer a única Pentacampeã em Copas retornar ao protagonismo do futebol mundial. Quis os deuses do futebol, ou melhor, deixando a filosofia barata de lado, a CBF escolheu justamente um italiano, oriundo do país ao qual avalio como o que mais rivalizou em Copas com o Brasil, para comandar a Canarinho em um complexo trabalho de resgate.

Desta forma, Ancelotti trouxe todos os saberes e poderes que lhe garantiram 5 Champions League como treinador (2 pelo Milan e 3 pelo Real Madrid). Neste encontro de Pentacampeões, o trabalho para fazer o Brasil voltar a brilhar em Copas, também confere um desafio ao treinador que até então jamais comandou uma Seleção.

Carlo e sua empatia com jogadores brasileiros e a pressão por Neymar

Carletto sempre admirou o diferencial dos jogadore brasileiros, como teve a fama de trabalhar de forma assertiva e conectada com eles, inúmeros craques ‘Verde e Amarelos’ passaram pela tutela do técnico, o que, a priori, se subentende que o treinador encontrou o paraíso na CBF. Todavia, os primeiros atos foram complicados: derrotas para a Bolívia, Japão e França. No entanto, a prova de fogo veio na condução da situação de Neymar.

Carletto e Ronaldo Fenômeno, no Milan, em 2007: A bola relação com os brasileiros vem de velhos tempos (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

O treinador sofreu uma pressão imensa, mas não adiantou a convocação do maior e mais recordista nome da Seleção na atualidade. De maneira elegante e bancando a aposta, chamou o camisa 10 do Santos. Na Copa, age com extrema razão tática ao não ceder o clamor para que Neymar entre em campo. Para Carletto, o medalhão não está acima de sua estratégia, algo que provavelmente um treinador brasileiro não conseguiria conter a ansiedade e as críticas, e lançar o jogador mesmo com um duvidoso estado físico e técnico.

Aos poucos, o estrelado profissional vai cravando o seu DNA no time, bem como, se incorporando no patrimônio cultural que é a Seleção Brasileira. Ao cantar o hino nos jogos do Brasil na Copa, acredito que Carlo mostrou que não veio apenas turbinar seu currículo multicampeão, mas sim compartilhar a imersão que é vivenciar o peso da equipe Canarinho.

Futuro promissor brilha no horizonte da Seleção com Carletto

Com contrato renovado até 2030, ele sinaliza que seu trabalho está apenas começando, e que muito chiclete será mascado até que a única Penta do Planeta volte a imperar. Vencendo ou perdendo a Copa de 2026, cravo sem a menor dúvida, que Ancelotti pavimenta um caminho que tem tudo para um sucesso estrondoso, afinal, além de seu extremo talento como técnico, uma promissora geração já o enxerga como o Mister que tem força para conduzi-la ao panteão da Glória máxima do futebol.