Do adeus em 1992 ao banco da Seleção: O destino uniu Carlo Ancelotti e o Brasil
Aclamado com uma carreira vitorioso e nascido no país que mais rivalizou com o Brasil em Copas, Ancelotti já marca seu DNA na Seleção Brasileira e conduz resgate do protagonismo da Canarinho No dia 19 de maio de 1992, Ca...
No dia 19 de maio de 1992, Carlo Ancelotti dava seus últimos passos como jogador de futebol, em um duelo histórico entre Milan e Seleção Brasileira. Desta forma, perdendo por 1 a 0 para a mitológica equipe Canarinho, o então meio-campista fechava um ciclo, já de olho nos desafios que viriam em sua carreira.
Entretanto, Carletto não imaginava que o Brasil cruzaria seu caminho em mais duas situações grandiosas. A primeira, na decisão da Copa do Mundo de 94, quando Ancelotti viu o tetra italiano escapar pelas mãos, por meio do pé torto de Baggio, que isolou a última cobrança. Na época, o atualmente aclamado treinador era auxiliar técnico de Arrigo Sacchi. Mas, a maior ironia viria 31 anos depois.
Isso porque, o Carlo assumiria a Seleção Brasileira em 2025, com a missão de fazer a única Pentacampeã em Copas retornar ao protagonismo do futebol mundial. Quis os deuses do futebol, ou melhor, deixando a filosofia barata de lado, a CBF escolheu justamente um italiano, oriundo do país ao qual avalio como o que mais rivalizou em Copas com o Brasil, para comandar a Canarinho em um complexo trabalho de resgate.
Desta forma, Ancelotti trouxe todos os saberes e poderes que lhe garantiram 5 Champions League como treinador (2 pelo Milan e 3 pelo Real Madrid). Neste encontro de Pentacampeões, o trabalho para fazer o Brasil voltar a brilhar em Copas, também confere um desafio ao treinador que até então jamais comandou uma Seleção.
Carlo e sua empatia com jogadores brasileiros e a pressão por Neymar
Carletto sempre admirou o diferencial dos jogadore brasileiros, como teve a fama de trabalhar de forma assertiva e conectada com eles, inúmeros craques ‘Verde e Amarelos’ passaram pela tutela do técnico, o que, a priori, se subentende que o treinador encontrou o paraíso na CBF. Todavia, os primeiros atos foram complicados: derrotas para a Bolívia, Japão e França. No entanto, a prova de fogo veio na condução da situação de Neymar.

O treinador sofreu uma pressão imensa, mas não adiantou a convocação do maior e mais recordista nome da Seleção na atualidade. De maneira elegante e bancando a aposta, chamou o camisa 10 do Santos. Na Copa, age com extrema razão tática ao não ceder o clamor para que Neymar entre em campo. Para Carletto, o medalhão não está acima de sua estratégia, algo que provavelmente um treinador brasileiro não conseguiria conter a ansiedade e as críticas, e lançar o jogador mesmo com um duvidoso estado físico e técnico.
Aos poucos, o estrelado profissional vai cravando o seu DNA no time, bem como, se incorporando no patrimônio cultural que é a Seleção Brasileira. Ao cantar o hino nos jogos do Brasil na Copa, acredito que Carlo mostrou que não veio apenas turbinar seu currículo multicampeão, mas sim compartilhar a imersão que é vivenciar o peso da equipe Canarinho.
Futuro promissor brilha no horizonte da Seleção com Carletto
Com contrato renovado até 2030, ele sinaliza que seu trabalho está apenas começando, e que muito chiclete será mascado até que a única Penta do Planeta volte a imperar. Vencendo ou perdendo a Copa de 2026, cravo sem a menor dúvida, que Ancelotti pavimenta um caminho que tem tudo para um sucesso estrondoso, afinal, além de seu extremo talento como técnico, uma promissora geração já o enxerga como o Mister que tem força para conduzi-la ao panteão da Glória máxima do futebol.