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Sem tempo para treinar, Diniz lista problemas a corrigir em plena estreia do Corinthians na Libertadores

Sem tempo para treinar, Diniz lista problemas a corrigir em plena estreia do Corinthians na Libertadores

09/04/2026 11:17

Além de situações táticas pontuais preocupantes, novo comandante do Corinthians precisa resolver algo que depende de uma virada de chave do elenco Fernando Diniz mal teve tempo de apresentar o próprio cartão de visitas: ...

Além de situações táticas pontuais preocupantes, novo comandante do Corinthians precisa resolver algo que depende de uma virada de chave do elenco

Fernando Diniz mal teve tempo de apresentar o próprio cartão de visitas: foram dois treinos. É o que antecede sua estreia no comando do Corinthians, nesta quinta, às 21h, contra o Platense, em La Plata. Ainda assim, no futebol brasileiro, onde urgência costuma atropelar lógica, já se espera ver em campo a marca do técnico.

Entretanto, a estreia na Copa Libertadores, antes de qualquer traço autoral de Fernando Diniz, há um problema mais urgente. O Corinthians parou de funcionar. Foram nove jogos sem vencer, uma sequência que custou o cargo de Dorival Júnior e expôs um time sem rumo.

No entanto, neste contexto, o treinador, que praticamente não conseguiu um treinamento mais robusto, vai utilizar a partida na Argentina para corrigir sérios problemas, o maior deles, no poder de fogo Alvinegro, traduzindo: a força ofensiva do Coringão.

Ataque no centro dos problemas e defesa preocupante

A aposta em Diniz nasce menos de convicção estética e mais de necessidade prática: fazer o time atacar melhor. Desta forma, deve fazer mudanças na escalação, porém, mesmo assim, o jogo não deixa de ser um grande laboratório de testes e de análises visando mudanças táticas. A informação é do portal Bol.

Os números do Campeonato Brasileiro não permitem maquiagem: oito gols em dez rodadas, o pior desempenho ofensivo da competição, estatísticas que dispensam interpretação. Na série que empurrou o time para a crise, o Corinthians fez o mínimo do mínimo: cinco gols. É pouco, e no futebol, o pouco costuma cobrar caro.

Melhorar o ataque deixou de ser escolha e virou imposição. O problema é que não se trata apenas de finalizar mal. O defeito vem de antes, da origem da jogada. O time cria pouco tanto com Rodrigo Garro ou com Breno Bidon, a engrenagem da armação emperra. E é aí que Diniz terá que agir e procurar as correções logo em seu primeiro jogo.

Se o ataque não resolve, a defesa também não ajuda. A equipe passou a oferecer ao adversário o que não tem para si: facilidades. Os erros recentes escancaram um sistema vulnerável, mais reativo do que seguro.

Fator emocional da equipe é desafio para Diniz

Apresentação de Diniz no Timão – Foto: Agência Corinthians – Rodrigo Coca

Além disso o time parece incapaz de responder ao imprevisto. Sofre o golpe e aceita. Em casa ou fora, pouco muda. Outro desafio a Diniz que terá que trabalhar não apenas ideias táticas, mas o impacto emocional, aguçando o poder de reação do Todo Poderoso Timão.