GreNal feminino: STJD absolve executiva do Grêmio de acusação de injúria racial
Bárbara Fonseca, executiva do Grêmio feminino, foi absolvida pelo STJD de acusação de injúria racial em GreNal de março Caso aconteceu durante o último GreNal A executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, f...
Caso aconteceu durante o último GreNal
A executiva de futebol feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, foi absolvida nesta sexta-feira pela 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O julgamento analisou a acusação de injúria racial que teria ocorrido durante o clássico contra o Internacional, pelo Brasileirão Feminino, em março deste ano. A decisão favorável à dirigente ocorreu por maioria de votos, com o placar final de 3 a 2, gerando repercussão no cenário esportivo.
Relator do caso, Pedro Gonet destacou a insuficiência de provas como fator determinante para o resultado. A denúncia baseava-se no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios em competições. Além de Bárbara, o próprio Grêmio também era alvo do processo por sua suposta responsabilidade no episódio, mas o clube acabou absolvido por unanimidade pela comissão.
O episódio em questão deu-se no dia 28 de março, durante o GreNal válido pelo Brasileirão Feminino. Na ocasião, um torcedor ligado a uma organizada do Internacional relatou ter ouvido uma suposta ofensa racial atribuída à executiva gremista. Desde o início das investigações desportivas, o Grêmio defendeu a versão apresentada por Bárbara Fonseca e negou veementemente a ocorrência de qualquer ato de injúria racial.
Processo segue em tramitação na esfera criminal
Apesar da absolvição na Justiça Desportiva, o caso ainda não está encerrado. A investigação segue em andamento na esfera criminal, visto que houve indiciamento, e a Procuradoria do STJD também pode recorrer da decisão dentro do âmbito esportivo. O desfecho definitivo, portanto, ainda depende dessas novas análises, e o caso continua sendo acompanhado pelas partes envolvidas.
Caso fosse condenada pelo STJD, Bárbara Fonseca poderia enfrentar suspensão de até um ano, além de multa. O Grêmio também corria o risco de punições esportivas graves, como perda de mando de campo, dedução de pontos e sanções financeiras pesadas. Com a absolvição de ambos, essas penalidades foram descartadas no âmbito desportivo, trazendo alívio ao clube e à dirigente.

Após o julgamento, o Grêmio divulgou nota oficial reforçando sua posição: “O desfecho atesta aquilo que o Clube já havia manifestado, sobre confiar na veracidade da versão da executiva da instituição. O Clube reitera sua confiança no pleno funcionamento das instituições em prol de uma luta tão importante como a do combate ao racismo. O Grêmio carrega como missão, para além do campo, ser uma instituição representante de uma torcida diversa e apaixonada e lutar por uma sociedade justa e livre de preconceitos.”
Executiva agradece apoio após julgamento
Bárbara Fonseca também se manifestou em suas redes sociais: “Eu nada seria sozinha!!! Sou profundamente grata a Deus e a todos os departamentos do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense pelo irrestrito e constante apoio e por confiar em mim sempre. Em especial ao Departamento de Futebol Feminino, comissões, atletas e staff. Ao jurídico, minha admiração pela atuação impecável em defesa da verdade. Sigo com fé, gratidão e a certeza de que continuarei lutando batalhas e que a verdade prevalecerá.”