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Pedrinho admite impotência sobre o futuro da SAF do Vasco: “Estou de mãos atadas”

Pedrinho admite impotência sobre o futuro da SAF do Vasco: “Estou de mãos atadas”

25/06/2026 14:17

O presidente foi afastado nesta semana e vem acompanhando de fora a definição da negociação com o empresário o Marcos Lamacchia Pedrinho foi afastado do comando do Vasco e explicou como está a negociação para a compra da...

O presidente foi afastado nesta semana e vem acompanhando de fora a definição da negociação com o empresário o Marcos Lamacchia

Pedrinho foi afastado do comando do Vasco e explicou como está a negociação para a compra da SAF do clube. Em entrevista ao canal Atenção Vascaínos na quarta-feira passada (24), o dirigente disse que está “com as mãos atadas”.

Marcos Lamacchia segue confiante de que vai concluir a transferência de 90% dos ativos do futebol do Cruz-Maltino. “Pelo que sei, perdi qualquer poder de assinar pela SAF. Colocaram uma mulher lá — o nome dela me escapou. Estou sem poder agir. Está muito complicado”, afirmou Pedrinho.

“Se o investidor não soubesse exatamente quem eu sou, com todo esse tumulto ele poderia abandonar o negócio. Eu já antevejo os passos que eles vão dar para semear dúvidas no investidor, mas estão enganados”, acrescentou.

Como estão as negociações?

Mesmo mantendo uma relação positiva com o investidor, o dirigente pediu que os interessados em comprar a SAF do Vasco se manifestem. “Se o negócio não andar, a responsabilidade é totalmente deles. Aliás, acho que em algum momento o investidor precisa falar; parece que só eu me manifesto. Falei com ele várias vezes de ontem para hoje. Isso gera revolta e estranheza”.

“Reputação é algo que você leva anos para construir. Posso ter 500 defeitos, ser criticado por falar demais ou de menos, mas estou focado nas metas que tenho que cumprir e às vezes não consigo dar a resposta imediata que o torcedor espera. Vão pensar que estou inventando história”, disse.

Pedrinho Presidente do Vasco
Pedrinho Presidente do Vasco durante chegada da equipe para partida contra o Vasco no estadio Jose Maria de Campos Maia pelo campeonato Brasileiro A 2026 – Foto: Vinicius Silva/AGIF

É uma preocupação?

O presidente também reconheceu que a demora para fechar a negociação impediu um aporte no meio do ano, o que prejudicou as finanças do futebol. “Se tivéssemos acelerado todo o processo, já poderíamos ter recebido um aporte no meio do ano, inclusive para investimentos no futebol, o que teria ajudado bastante”.

“Mas com todos esses problemas causados de forma intencional, além de querer afastar o investidor, é obviamente prejudicar de forma desportiva. A gente vai avaliar juridicamente para tomar a decisão que não atrapalhe a instituição. Muitas pessoas desde ontem ficam perguntando sobre nomes. Tenho indicios, algumas exonerações, vocês podem observar”.

“E alguns nomes grandes que não quero dar por medo mesmo, do que pode acontecer comigo. Eu comprei diversas brigas. Com a 777, foi duríssima. Confiei fielmente numa dessas pessoas que se vira contra mim, a RJ é uma questão familiar que é muita dura, recebi ameaça sobre perder patrimônios. Vou ser burro, bandido, mau caráter? Vou botar meus patrimônios para roubar uma merrequinha e perder um patrimônio que vale muito mais? Vocês querem a cadeira? Concluam a venda e eu saio”.