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Harry Massis fica fora da disputa e Vinícius de Medeiros ganha força no São Paulo

Harry Massis fica fora da disputa e Vinícius de Medeiros ganha força no São Paulo

05/10/2026 14:44

Grupos que apoiam a atual gestão decidiram não lançar o presidente, enquanto Vinícius de Medeiros aparece como principal nome para representar a situação Os grupos políticos que formam a situação no São Paulo decidiram q...

Grupos que apoiam a atual gestão decidiram não lançar o presidente, enquanto Vinícius de Medeiros aparece como principal nome para representar a situação

Os grupos políticos que formam a situação no São Paulo decidiram que Harry Massis não será o candidato à presidência do clube na eleição prevista para dezembro. A definição aconteceu em reunião realizada na noite de quarta-feira e encerra, pelo menos neste momento, a tentativa do atual presidente de buscar apoio para permanecer no cargo. Massis havia manifestado internamente o desejo de disputar a eleição, mas não conseguiu reunir o respaldo necessário dentro da própria coalizão.

O cenário já vinha sendo construído nas últimas semanas. A situação é formada por cinco grupos políticos — Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor e Somos SPFC — e Massis havia perdido apoio de quatro deles, mantendo sustentação principalmente dentro do Vanguarda, grupo ao qual pertence. A falta de consenso tornou cada vez mais difícil a construção de uma candidatura própria do atual presidente.

Agora, a discussão passa a ser sobre quem representará a continuidade da atual coalizão. Vinícius de Medeiros, integrante do grupo Legião Tricolor, ganhou força nas últimas horas e aparece neste momento como o nome mais cotado internamente para assumir a candidatura da situação. A escolha, porém, ainda não foi oficializada e novas reuniões estão previstas para definir a composição completa da chapa.

Massis perde espaço dentro da própria situação

A saída de Massis da disputa acontece depois de semanas de movimentação nos bastidores. O presidente assumiu o comando do São Paulo após a saída de Júlio Casares e, desde então, passou a trabalhar com a possibilidade de permanecer na presidência por meio da eleição de dezembro. O problema, segundo relatos de integrantes da própria situação, foi a dificuldade para construir uma base política suficientemente ampla para sustentar sua candidatura.

A avaliação de parte dos grupos que compõem a coalizão era de que seria necessário apresentar um nome diferente para a eleição, em vez de transformar a disputa em uma defesa direta da permanência de Massis. Esse entendimento ganhou força à medida que o presidente passou a concentrar apoio apenas no Vanguarda, enquanto os demais grupos discutiam alternativas para representar a situação.

A definição também acontece em um momento de forte movimentação política no clube. A situação ainda precisa resolver não apenas o candidato à presidência, mas também quem será o vice e quem disputará a presidência do Conselho Deliberativo. Nomes como Mário Braga e José Edgard Galvão continuam sendo discutidos dentro da composição, enquanto Vinícius de Medeiros passou a ocupar espaço central na conversa.

Vinícius de Medeiros ganha força para representar a situação

Vinícius de Medeiros pertence ao Legião Tricolor, grupo que possui uma das maiores bancadas dentro do Conselho Deliberativo. A escolha de seu nome representaria uma mudança importante em relação às alternativas discutidas anteriormente, que incluíram Adilson Alves Martins, Marcelo Pepe e José Edgard Galvão em diferentes momentos da articulação política.

Adilson Alves havia sido encaminhado anteriormente como nome da situação, mas desistiu da candidatura depois de avaliar as exigências pessoais e profissionais que uma campanha pelo comando do clube demandaria. A desistência abriu novamente a discussão interna e fez com que a coalizão passasse a procurar uma nova alternativa.

Agora, a intenção é acelerar a definição. Marcelo Portugal Gouvêa já formalizou sua candidatura pela oposição, e os grupos que apoiam a situação querem concluir a própria composição para entrar oficialmente na disputa. A escolha de Vinícius ainda depende de consenso entre os grupos e das próximas reuniões, portanto o nome não deve ser tratado como candidatura oficial neste momento.

A reunião da última quarta-feira também serviu para definir a identidade da chapa que disputará as 100 cadeiras eletivas do Conselho Deliberativo. A composição da situação utilizará o nome “São Paulo à Frente” e terá o azul-celeste como uma das referências visuais da campanha. Os grupos também trabalham na preparação dos materiais que serão utilizados durante o processo eleitoral.

O cenário atual, portanto, mostra uma situação em processo de reorganização. Harry Massis está fora da disputa, enquanto Vinícius de Medeiros ganhou força para ocupar o espaço deixado pela indefinição que tomou conta da coalizão nas últimas semanas. Ainda haverá reuniões antes da definição final, e a composição da chapa precisará incluir outros cargos importantes da estrutura política do clube.

Do outro lado, a oposição já trabalha com uma composição mais definida. Marcelo Portugal Gouvêa será apresentado oficialmente em evento marcado para 6 de outubro, enquanto Eduardo Alfano está indicado como vice e Fábio Mariz para a presidência do Conselho Deliberativo. A chapa reúne os grupos Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo e Força São Paulo.

A eleição do São Paulo terá uma etapa anterior importante, já que os novos conselheiros serão escolhidos na segunda quinzena de novembro. Depois disso, a eleição presidencial está prevista para a primeira quinzena de dezembro. São esses conselheiros que participarão da escolha da nova direção do clube.

Por enquanto, a principal mudança está dentro da própria situação: o atual presidente não será o nome da continuidade. A coalizão agora precisa transformar a ascensão de Vinícius de Medeiros em uma candidatura oficial, definir os demais integrantes da chapa e apresentar ao eleitorado do clube qual será o projeto para os próximos três anos.